A Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) decidiu, durante assembleia nesta quarta-feira (18), pressionar a Fifa por medidas para minimizar os riscos em partidas sob o calor intenso. De acordo com a agência alemã Deutsche Welle, a principal preocupação é a saúde dos jogadores, que podem sofrer até danos cerebrais.
Segundo especialistas, quem já jogou no Brasil ou no Qatar confirma os temores. "Do jeito que está [programado para 2014] não dá. É um risco muito grande para a saúde do atleta", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros, que atua há 35 anos no futebol profissional e assinou parte do laudo dos estudos que serviram de base para a decisão da FIFPro.
A Federação dos Jogadores considera os padrões estabelecidos pela Fifa superficiais e pede um aprofundamento das normas de segurança médica de referência. Em nota, sugeriu que modelos usados em países habituados ao calor extremo possam ser adotados nas competições oficiais. A entidade não questiona a escolha das sedes dos Mundiais, nem o calendário, mas pede garantias de saúde e condições para atletas e torcedores.
Para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, foram estabelecidos quatro horários para jogos: 13h, 16h, 17h, e 19h. Mesmo sendo inverno no país no período da competição, cidades do Norte e Nordeste registram altas temperaturas nos meses de junho e julho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário